Quem somos

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Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, Brazil
Somos uma Associação privada de fiéis. Nascemos no Cenáculo com a Igreja e para a Igreja, em Roma com a benção do Papa. Amamos a Igreja Católica Apostólica Romana, da qual recebemos o Batismo e buscamos fidelidade autêntica. Em nosso meio estão presentes todos os estados de vida. Nossa identidade é Eucarística e Pentecostal. Nossa Missão é oferecer a vida pelos ministros de Deus, e a santificação das famílias. A O serviço à Igreja, a Adoração e a comunhão Eucarística, a Maternidade Espiritual, e a oração dos pequeninos são os meios nos quais nos esforçamos por cumpri-las. Nosso ideal de vida é a Fraternidade Cristã através do Novo Pentecostes de Amor. Temos alguns amigos no céu que nos ajudam: São João Maria Vianney e a Beata Elena Guerra, Apóstola do Espírito Santo dos Tempos modernos. Assumimos juntamente com a Igreja o movimento pela Santificação dos Sacerdotes e a Maternidade Espiritual. Temos grandes amigos Bispos no Brasil: Dom Alano Maria Pena, Dom Roberto Fracisco Ferrería Paz, Dom Alberto Taveira e Dom José Francisco, nosso atual Arcebispo. Nossa sede atual é na Arquidiocese de Niterói, em Rio Bonito.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A minha crônica pessoal do Ano Sacerdotal em Roma

Como todos sabem, as expectativas para a conclusão do Ano Sacerdotal, foram em muito superadas. Trata-se, nada mais, nada menos, do maior evento na história da Igreja no que se diz respeito aos sacerdotes. Hoje, 11 de JUNHO, aconteceu em Roma a maior concelebração jamais vista na Cidade Eterna. Quinze mil sacerdote!

O que vivemos como presbíteros nestes dias foi de uma riqueza quase impensável. A presença e a ação do Espírito Santo era visível e tocável!

A iniciativa inesperada do Papa Bento em Março do ano passado haveria de ser profética e necessária para este momento histórico na vida da Igreja e de seus pastores. Bendito seja Deus pela vida, pela profecia, pelo silêncio eloquente e pelo magistério tão fecundo do Papa Bento!


Quarta-feira, dia 9 de Junho

Guiados pelo Espírito, o primeiro dia deste grande cenáculo sacerdotal em Roma, foi dedicado a “Conversão e Missão”.

Fomos ajudados pelo Cardeal do Colônia, Dom Joachim Meisner, que nos exortou a transformação do coração, trazendo-nos a luz, como exemplo, a vida e o ministério de São Paulo, que só converteu o mundo do seu tempo porque tinha sido convertido por Cristo no Caminho de Damasco.

Para nós, Bispos e Padres, disse o prelado, o mais importante é a conversão do nosso coração. Sem esta conversão não há missão. Tanto é, o que as pessoas mais se escandalizam na vida dos sacerdotes são os pecados.

O Cardeal ressaltou bastante a necessidade de recorrermos ao Sacramento da Reconciliação. Afastar-se do confessionário é afastar-se da verdadeira identidade sacerdotal. De alguma forma, disse ele, o sacerdote deve fazer do confessionário a “sua casa”. Deve usá-lo dos dois lados, ora como penitente, ora como ministro da reconciliação. Se não colocarmos em primeiro plano este sacramento em nossa vida espiritual, continuou, facilmente cairemos no funcionalismo ou em outras técnica pastorais.

Com certeza, concluiu o cardeal, o maior confessor da Igreja foi São João Maria Vianney. Graças a ele tivemos este Ano Sacerdotal. Só o perdão de Deus nos tornará autênticos missionários. Os irmãos acreditam? Façam hoje mesmo a experiencia!


A Tarde, houve um encontro-testemunho realizado na Sala Paulo VI pelos Movimentos dos Focolares, Shoenstatt e a RCC. O tema foi “Sacerdotes hoje”. Foi extraordinário! Muitos testemunhos sacerdotais. Todos eles apontando para a necessidade absoluta de vivermos a Fraternidade Sacerdotal. Trabalhou-se sobre três pontos: Sacerdotes Homens de Deus e ícones de Cristo, Irmãos entre irmãos e Profetas de um mundo novo.

Maiores detalhes podem ser encontrados no site feito para este evento: www.sacerdotioggi.org

Quinta-feira, 10 de Junho

Foi um dia inteiro dedicado a espiritualidade. O tema foi “Cenáculo: Invocação ao Espírito Santo com Maria, em fraterna união.

Ajudados pelo Cardeal de Quebec, Dom Marc Ouellet, fomos chamados a contemplar o mistério do nosso sacerdócio. Dizia-nos: “Somos 408.024 padres espalhados nos cinco continentes, e todavia, um só sacerdote, Jesus Cristo

Jesus, continuava ele, está vivo na Igreja. Crucificado, mas de olhos abertos (como o crucifixo de São Damião), e pronuncia sobre a Igreja e o mundo uma grande Epíclese, o último Dom da Glória: O Espírito Santo!

Falou-nos ainda, do Espírito Santo, de Maria e da Igreja. Exortou-nos a ter uma relação mais íntima com o Espírito e com Maria. Suas últimas palavras foram a necessidade de “um novo Pentecostes sobre a Igreja e o mundo”.

Durante a Homilia, um outro Cardeal, desta vez africano, nos lembrava da importância da vida de oração para os presbíteros. Interessante é que, na mesma hora, na Basílica de São Paulo, o Cardeal Bertone, Secretário de Estado, afirmava que “a oração é a alma do sacerdote”. Por fim, o Cardeal africano nos lembrou o Cenáculo como lugar de oração por excelência, cheio de memória histórica e herança espiritual.

No Clima espiritual do Cenáculo, aguardávamos a Vigília com o Papa. Começou as 20: 30h. Foi a ato litúrgico mais bonito que vi na minha vida de católico. O Santo Padre entrou na Praça exatamente as 21:30 h. E quando subiu ao Altar, era 21: 50. Paralisado, olhando aquela multidão sacerdotal por minutos em silêncio, o Papa chorou...e os padres o aplaudiram longamente. Foi emocionante!

Foram feitas a ele cinco perguntas. Uma de cada continente. O nosso, providencialmente, foi feita por um padre brasileiro. A questão era o que fazer diante de paróquias tao grandes que pedem tanto de nós?

O Papa disse que sabe o quanto é difícil ser pároco. E disse ainda que é impossível que o pároco faça tudo o que deseja e o que deveria. Nossas forças, lembrou, são limitadas. Falou em escolher prioridades: Eucaristia, Anúncio da Palavra (do diálogo pessoal até a homilia) e a Caritas. Tudo permeado com a oração. Terminou falando dos limites. É importante reconhece-los e ter a coragem de descansar!

A segunda pergunta veio da África e apontava para a confusão de certas teologias de hoje. O Papa adentrou! Falou com tristeza desse pensamento não-católico dentro da Igreja. Que não é orientação; mas desorientação. Lembrou São Boaventura que falava de duas maneiras de fazer teologia: Uma é a teologia da arrogância, onde Deus vira objeto; outra é a teologia do amor, onde se estuda para conhecer e amar o Amado. O último critério, disse com autoridade, não pode ser a visão moderna do mundo. Estas teologias são ridículas... Não se submetam a estas hipóteses do momento. São os santos que nos devem orientar! Tenham confiança no Magistério!

Terminou falando sobre a importância da formação teológica dos seminaristas e do Catecismo como o critério de uma teologia aceitável.

A terceira pergunta veio da Europa e foi sobre o Celibato. Na resposta o Papa lembrou do celibato como sinal profético da vida futura. O celibato, disse ele, nos projeta para o futuro. E o grande problema de hoje, é que os homens não pensam mais no futuro de Deus, mas no hoje do mundo. O celibato abre a porta para esta reflexão! Aqui é preciso de fé! Uma fé que coloca toda sua existência em Deus! O “escândalo da nossa fé”, continuou, como resposta a estes escândalos secundários.

A quarta pergunta veio da Ásia e foi em relação a Eucaristia e o clericalismo.

O Papa rebateu o pensamento incorreto de ver a celebração eucarística como fechamento ao mundo, o que contradiz a origem mesma do mistério. Citou Agostinho (Cidade de Deus, 10), e falou da Eucaristia como escola de libertação do seu próprio eu, escola de vida na sua originalidade e finalmente como remédio contra o clericalismo.

A última pergunta veio da Ásia e foi sobre a escassez das vocações. O Papa começou lembrando uma passagem do Antigo Testamento, quando Saul não espera Samuel e oferece a Deus o sacrifício sacerdotal não sendo profeta. O Papa partindo dali, falava que não podemos reduzir sacerdócio a uma profissão e buscarmos nos artifícios humanos para o problemas das vocações. A resposta virá pela Oração, afirmou o Pontífice! Terminou falando ainda de três pontos (e foi aplaudido no primeiro): O nosso próprio testemunho, A confiança na Oração e a Audácia de falar com os jovens.

Espontâneamente, terminou este momento, agradecendo aos seminaristas e aos sacerdotes mais jovens.

Seguiu-se a Exposição do Santíssimo Sacramento, um silencio profundo (e o Papa ajoelhado!), e a benção final.


Sexta-feira, 11 de Junho, Solenidade do Coração de Jesus


Foi a maior concelebração do mundo católico até esta data!

3 coisas foram marcantes na Liturgia que contava com os 15 mil presbíteros:

  • O rito de purificação;

  • A renovação das promessas sacerdotais;

  • A consagração de todos os sacerdotes a Nossa Senhora

    Era uma homilia muito esperada. Foi mais longa do que o comum. Rica e transparente. Fez uma verdadeira exegese do Salmo do Bom Pastor 22 (23). O orante, disse ele, acolhe a revelação de Deus como pastor e a toma como orientação para toda a sua vida. Falou do uso do bastão na Igreja como serviço de amor.

Falando do sacerdócio afirmou que o sacerdote é o homem que cuida dos homens. Ele faz o que nenhum homem pode fazer. Deus se serve de um homem...Que audácia de Deus! Esta audácia de Deus é verdadeiramente grande, e se esconde por detrás de uma palavra: Sacerdote!

Surpreendeu-nos ao falar da ação do demônio no ano sacerdotal...

Terminou falando de duas palavras bíblicas sobre o Coração de Jesus.

Usando o símbolo da água e consequentemente da fonte, pediu que os sacerdotes sejam estas fontes, que com a água da vida, matem a sede do mundo sedento.

No fim da Santa Missa, ao saudar os sacerdotes em algumas línguas, falou-nos em Português: “Agradeço pelo que sóis e pelo que fazeis. Lembrem-se que nada poderá substituir o sacerdócio. A exemplo do Cura D'Ars, perseverem na amizade com Deus. Sejam as mãos e os lábios de Deus!

Junto ao Sol que acompanhou toda a Santa Missa, naquele grande Cenáculo sacerdotal a céu aberto na Praça de São Pedro, nos acompanhava também uma brisa mansa e suave, sinal do Espírito que sussurrava nos ouvidos sacerdotais: Surpresa! Não acabou...está apenas começando....


Roma, 11 de Junho 2010 a.D

Pe. Dudu

Um comentário:

Olga Teixeira disse...

posso dizer abertamente, Padre, que amo muito o confecionário e quero que, tu, também a ames e que te tornes Santo tal como és.

bj amigo,
Olga