Quem somos

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Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, Brazil
Somos uma Associação privada de fiéis. Nascemos no Cenáculo com a Igreja e para a Igreja, em Roma com a benção do Papa. Amamos a Igreja Católica Apostólica Romana, da qual recebemos o Batismo e buscamos fidelidade autêntica. Em nosso meio estão presentes todos os estados de vida. Nossa identidade é Eucarística e Pentecostal. Nossa Missão é oferecer a vida pelos ministros de Deus, e a santificação das famílias. A O serviço à Igreja, a Adoração e a comunhão Eucarística, a Maternidade Espiritual, e a oração dos pequeninos são os meios nos quais nos esforçamos por cumpri-las. Nosso ideal de vida é a Fraternidade Cristã através do Novo Pentecostes de Amor. Temos alguns amigos no céu que nos ajudam: São João Maria Vianney e a Beata Elena Guerra, Apóstola do Espírito Santo dos Tempos modernos. Assumimos juntamente com a Igreja o movimento pela Santificação dos Sacerdotes e a Maternidade Espiritual. Temos grandes amigos Bispos no Brasil: Dom Alano Maria Pena, Dom Roberto Fracisco Ferrería Paz, Dom Alberto Taveira e Dom José Francisco, nosso atual Arcebispo. Nossa sede atual é na Arquidiocese de Niterói, em Rio Bonito.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Movimento de Santidade Sacerdotal

MSS

(Calendário 2011)

O “Movimento de Santidade Sacerdotal, nasceu em Agosto de 2008, quando alguns sacerdotes que comungam a espiritualidade carismática, participantes do RENASEM, resolveram fixar datas para promoverem encontros de fraternidade sacerdotal”.

Os primeiros encontros ocorreram nas Dioceses de Friburgo e Niterói. Hoje além destas duas, temos irmãos da Diocese de Petrópolis e alguns religiosos da Congregação dos Oblatos de Jesus Sacerdote.

Nossos encontros começam segunda-feira na hora do almoço, terminando também com o almoço na terça. Celebramos, descansamos, partilhamos, oramos, atendemos uns aos outros em confissão e direção.

Em 2011, decidimos colocar um tom mais formativo. Iremos partilhar temas condizentes com nosso ministério do ponto de vista carismático.

Eis os próximos encontros:

•31/01 e 1/02 em Rio Bonito (com a presença do Abade Ugo de Roma)
•28 e 29/03 em Teresópolis;
•27 e 28/06 em Itaocara;
•22 e 23/08 em Casimiro de Abreu;
•17 e 18/10 em São Sebastião do Alto e
•21, 22 e 23/11: Convivência (A definir)

Contatos com o coordenador do MSS: PE. Alex (Nova Friburgo) 22- 98131242.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O MUNDO PRECISA DE SACERDOTES


Marlene R. Prevot*


Tenho pensado muito no futuro de meus netos e me preocupado bastante ao ver e ler sobre a realidade do mundo atual. Há poucos dias vimos a decepção de pais e filhos com os erros nas provas do ENEM. Um jovem decepcionado disse aos jornais: “É preciso que respeitem os estudantes, nosso futuro está naquelas provas”. Um artigo que falava das “profissões do futuro” afirmava aos jovens que “o ideal é ficar de olho e ver se dá pra unir prazer e dinheiro”. Pensei: que loucura! Os jovens se destruirão se seguirem esta orientação. Todos tem visto onde esta busca constante do prazer tem levado nossos jovens.

A organização Mundial de Saúde fez um apelo aos governantes do mundo inteiro: “ que adotem medidas urgentes para diminuir os índices de assassinatos, violência doméstica e conflitos armados.” Com referência aos sentimentos que as pessoas tem hoje, as pesquisas mostram que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio por depressão.

Fazendo um paralelo entre o que se pretende e o que se tem oferecido para o futuro, vejo e afirmo que o mundo precisa de amor, o mundo precisa de sacerdotes que nos tragam O Amor. Fiquei muito feliz ao ouvir o Pe. Eduardo (dudu) citar as palavras do Papa Bento XVI, ao exortar a respeito desta necessidade. A Igreja nos tem alertado sobre estes perigos, temo que nossos ouvidos estejam fechados.

Diante as estatísticas vemos que o futuro tende a ser cada dia menos promissor, caso as pessoas vislumbrem apenas o crescimento material. O mundo precisa de Sacerdotes, de homens que possam fazer muito mais do que qualquer “ser humano pode fazer por si mesmo: abrir o mundo a Deus e nos unir a ele.” Pensar num futuro sem esta união significa matar a alegria de viver, matar a esperança, matar o amor entre os irmãos, tão ensinado por Jesus Cristo.

É interessante vermos cada vez mais um grande número de pessoas e entre elas, católicos – de 1,99 como diria Pe. Dudu - afirmando que “é preciso acabar com o celibato ou pelo contrário, ninguém mais vai querer ser padre”. Não haveria nesta fala mais um apelo ao prazer? O homem só se realiza tendo mulher? Talvez seja por este pensamento que alguns escritores insistem em arranjar esposa para Jesus Cristo. Não estariam essas pessoas, esquecendo o maravilhoso dom da fortaleza concedido pelo Espírito Santo aos homens que, decididos entregam suas vidas para viver, como disse o Santo Padre, a “audácia de Deus que se vale das limitações humanas para estar, através deles, presente entre os homens e atuar em seu favor”?

Não será a condição financeira que nos acompanhará após a morte. Nada de material poderemos levar. Será com toda certeza, a maravilhosa experiência pessoal que tivermos com nosso Senhor, e esta, quem nos proporciona é o sacerdote, que investido do poder de Deus, trás o céu a nós. O futuro, creio, dependerá da nossa experiência com Deus. O que é o psicólogo, o advogado, o médico, qualquer profissional longe de Deus? O que é um profissional frustrado, após ouvir os apelos da mídia e dos economistas, por ter abandonado ou ter colocado na impossibilidade a linda vocação sacerdotal? Homem nenhum ficará satisfeito financeiramente, mas poderá ficar cheio da graça de Deus.

É de Amor que necessita todo ser humano e "sempre que ele deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude”, profetiza o Papa Bento XVI. Já não é esta realidade que vemos hoje?

O amor nos tem feito muita falta. Unamo-nos ao apelo da Igreja e oremos por novas vocações sacerdotais, oremos ao Senhor para que os jovens do mundo inteiro coloquem a sua esperança no poderoso amor do Pai por eles e que, voltando-se para o eterno, Deus nos possa conceder sacerdotes santos pelo Espírito Santo.

* Católica, Psicóloga e Neuropsicóloga atuante em Rio Bonito

22/11/2010

sexta-feira, 13 de agosto de 2010


Elena Guerra e Bento XVI

No último dia 2 de março, completaram-se 200 anos do nascimento de Vicenzo Gioacchino, o filho mais ilustre de uma pequenina cidade de cinco mil habitantes, localizada na Província de Roma, chamada Carpireto Romano.

Vicenzo Gioacchino era o nome civil daquele que o Espírito Santo escolheu no ano de 1878 para se tornar o Papa Leão XIII, o íntimo confidente de Elena Guerra. Ele foi o Papa que escreveu a primeira Encíclica sobre o Espírito Santo na história da Igreja. Corria o ano de 1897.

Neste Ano Leonino, a grande surpresa é que o Papa Bento XVI anunciou que visitará no início de setembro a cidade natal de seu venerável predecessor. Desta notícia eu tomei conhecimento por meio do site da Rádio Vaticana no dia 3 de março. Foi um presente de aniversário perfeito!

Até onde tenho conhecimento, o Papa Bento teve apenas um rápido “contato” com Elena Guerra por meio de Salvatore Martinez, o atual coordenador nacional da RCC italiana, que em uma audiência teria lhe falado alguns minutos sobre a Beata.

Eu tenho a impressão que o Papa precisa ler as cartas da Beata. Elas são atuais, servem para o que estamos vivendo hoje na Igreja e ainda deixaria o Papa a par da necessidade do conhecimento e do retorno dos fiéis e pastores ao Espírito Santo. Foi pensando assim que fiz esta proposta ao Abade Ugo, postulador da Causa de Canonização de Elena. Vendo neste Ano Leonino a ocasião propícia fizemos uma pequena ediçao das cartas da Beata ao Papa Leão XIII em italiano, e o Abade Ugo tentará entregar ao Papa nesta visita a Carpineto Romano.

Nesta intenção, peço a todos orações.

Em Cristo, Pe. Dudu



terça-feira, 20 de julho de 2010

Ser padre no mundo de hoje


Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

O grande Papa João XXIII, em uma de suas alocuções sobre o “Sacerdócio” nos diz que “o sacerdote é, antes de tudo, e sobretudo, “homem de Deus” – “vir Dei”. Assim pensa de vós e vos julga o povo cristão, assim vos quer o Senhor”.

Ao chamar o sacerdote de homem de Deus, Sua Santidade queria que dele fosse excluído dele tudo o que não é de Deus. Pois bem, numa época hedonista e ateísta em que vivemos, o sacerdote deve, por sua postura e modo de viver, evocar sempre Deus. O sacerdote, através da renovação diária do sacrifício de Cristo, deve, aos poucos, ir conformando sua mente, seus atos, seu modo de tratar as pessoas, ao modo de viver e pensar do próprio Cristo. O Divino Mestre seja seu único amigo e consolador, quer na vigília junto ao sacrário, quer no estudo das Sagradas Escrituras, quer no cuidado dos pobres e doentes ou no ministério da pregação.

Ao se falar sobre o sacerdote, não posso deixar de me lembrar da pessoa do Santo Cura d’Ars, proposto por São Pio X como modelo de pároco, em cuja vida deve se espelhar todo verdadeiro sacerdote, ainda mais agora que o Papa Bento XVI propõe a figura do ilustre e santo sacerdote como patrono de todo o clero.

E o Papa João XXIII, continuando em sua já citada alocução, assim se refere ao Cura d’Ars: “Falar de São João Batista Vianey é evocar a figura de um sacerdote excepcionalmente mortificado que, por amor de Deus e pela conversão dos pecadores, privava-se de alimento e sono, impunha-se penitências e, sobretudo, levava a renúncia de si mesmo a um grau heróico. Se é certo que comumente não é pedido a todos os fiéis que sigam este caminho, a Divina Providência dispôs que nunca faltem almas, que, levados pelo Espírito Santo, não hesitem em caminhar-se por estas vias, porque tais homens operam com este exemplo o regresso de muitos, milagres de conversão ao bom caminho e à prática da vida cristã!”

Não vejo outro caminho a ser trilhado pelo sacerdote, a não ser ir copiando em sua vida todos os traços de Jesus Cristo, Sumo Sacerdote, que outra coisa não fez em sua vida, do que plantar nos corações o Deus vivo, seu e nosso Pai.

Hoje, os sacerdotes são chamados a muitas atividades salutares no cumprimento da missão evangelizadora da Igreja em nossa época. Entretanto, a missão do sacerdote no mundo de hoje, sua razão de ser – em minha visão, é que ele seja sempre e em tudo, apesar de tudo, um homem de Deus, quer pela oração, quer pela vivência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, quer pelo anúncio da Boa-nova, missão recebida do próprio Senhor: “Foi-me dado todo poder no céu e na terra. Ide, pois, ensinai a todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar o que vos mandei. E eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28, 19-20).

O Papa Bento XVI, no Ângelus do dia 26 de julho de 2009, afirmou com propriedade que o sacerdote é instrumento de salvação e se entrega a Deus: “Neste Ano Sacerdotal, recordamos que especialmente nós, os sacerdotes, podemos nos ver neste texto de João, tomando o lugar dos apóstolos, quando dizem: ‘Onde poderemos encontrar pão para toda esta gente?’ Lendo sobre aquele anônimo jovem (Jo 6) que tem cinco pães de cevada e dois peixes, também a nós vem espontâneo dizer: mas o que é isso para uma tal multidão? Em outras palavras: quem sou eu? Como posso, com os meus limites, ajudar Jesus na sua missão? E a resposta nos dá o Senhor: precisamente colocando em suas mãos ‘santas e veneráveis’ o pouco que Eles são, os sacerdotes tornam-se assim instrumentos de salvação para tantos, para todos!”

Que São João Maria Vianney abençoe os nossos presbíteros. Assim rezo e assim convido a todos a rezarem!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A minha crônica pessoal do Ano Sacerdotal em Roma

Como todos sabem, as expectativas para a conclusão do Ano Sacerdotal, foram em muito superadas. Trata-se, nada mais, nada menos, do maior evento na história da Igreja no que se diz respeito aos sacerdotes. Hoje, 11 de JUNHO, aconteceu em Roma a maior concelebração jamais vista na Cidade Eterna. Quinze mil sacerdote!

O que vivemos como presbíteros nestes dias foi de uma riqueza quase impensável. A presença e a ação do Espírito Santo era visível e tocável!

A iniciativa inesperada do Papa Bento em Março do ano passado haveria de ser profética e necessária para este momento histórico na vida da Igreja e de seus pastores. Bendito seja Deus pela vida, pela profecia, pelo silêncio eloquente e pelo magistério tão fecundo do Papa Bento!


Quarta-feira, dia 9 de Junho

Guiados pelo Espírito, o primeiro dia deste grande cenáculo sacerdotal em Roma, foi dedicado a “Conversão e Missão”.

Fomos ajudados pelo Cardeal do Colônia, Dom Joachim Meisner, que nos exortou a transformação do coração, trazendo-nos a luz, como exemplo, a vida e o ministério de São Paulo, que só converteu o mundo do seu tempo porque tinha sido convertido por Cristo no Caminho de Damasco.

Para nós, Bispos e Padres, disse o prelado, o mais importante é a conversão do nosso coração. Sem esta conversão não há missão. Tanto é, o que as pessoas mais se escandalizam na vida dos sacerdotes são os pecados.

O Cardeal ressaltou bastante a necessidade de recorrermos ao Sacramento da Reconciliação. Afastar-se do confessionário é afastar-se da verdadeira identidade sacerdotal. De alguma forma, disse ele, o sacerdote deve fazer do confessionário a “sua casa”. Deve usá-lo dos dois lados, ora como penitente, ora como ministro da reconciliação. Se não colocarmos em primeiro plano este sacramento em nossa vida espiritual, continuou, facilmente cairemos no funcionalismo ou em outras técnica pastorais.

Com certeza, concluiu o cardeal, o maior confessor da Igreja foi São João Maria Vianney. Graças a ele tivemos este Ano Sacerdotal. Só o perdão de Deus nos tornará autênticos missionários. Os irmãos acreditam? Façam hoje mesmo a experiencia!


A Tarde, houve um encontro-testemunho realizado na Sala Paulo VI pelos Movimentos dos Focolares, Shoenstatt e a RCC. O tema foi “Sacerdotes hoje”. Foi extraordinário! Muitos testemunhos sacerdotais. Todos eles apontando para a necessidade absoluta de vivermos a Fraternidade Sacerdotal. Trabalhou-se sobre três pontos: Sacerdotes Homens de Deus e ícones de Cristo, Irmãos entre irmãos e Profetas de um mundo novo.

Maiores detalhes podem ser encontrados no site feito para este evento: www.sacerdotioggi.org

Quinta-feira, 10 de Junho

Foi um dia inteiro dedicado a espiritualidade. O tema foi “Cenáculo: Invocação ao Espírito Santo com Maria, em fraterna união.

Ajudados pelo Cardeal de Quebec, Dom Marc Ouellet, fomos chamados a contemplar o mistério do nosso sacerdócio. Dizia-nos: “Somos 408.024 padres espalhados nos cinco continentes, e todavia, um só sacerdote, Jesus Cristo

Jesus, continuava ele, está vivo na Igreja. Crucificado, mas de olhos abertos (como o crucifixo de São Damião), e pronuncia sobre a Igreja e o mundo uma grande Epíclese, o último Dom da Glória: O Espírito Santo!

Falou-nos ainda, do Espírito Santo, de Maria e da Igreja. Exortou-nos a ter uma relação mais íntima com o Espírito e com Maria. Suas últimas palavras foram a necessidade de “um novo Pentecostes sobre a Igreja e o mundo”.

Durante a Homilia, um outro Cardeal, desta vez africano, nos lembrava da importância da vida de oração para os presbíteros. Interessante é que, na mesma hora, na Basílica de São Paulo, o Cardeal Bertone, Secretário de Estado, afirmava que “a oração é a alma do sacerdote”. Por fim, o Cardeal africano nos lembrou o Cenáculo como lugar de oração por excelência, cheio de memória histórica e herança espiritual.

No Clima espiritual do Cenáculo, aguardávamos a Vigília com o Papa. Começou as 20: 30h. Foi a ato litúrgico mais bonito que vi na minha vida de católico. O Santo Padre entrou na Praça exatamente as 21:30 h. E quando subiu ao Altar, era 21: 50. Paralisado, olhando aquela multidão sacerdotal por minutos em silêncio, o Papa chorou...e os padres o aplaudiram longamente. Foi emocionante!

Foram feitas a ele cinco perguntas. Uma de cada continente. O nosso, providencialmente, foi feita por um padre brasileiro. A questão era o que fazer diante de paróquias tao grandes que pedem tanto de nós?

O Papa disse que sabe o quanto é difícil ser pároco. E disse ainda que é impossível que o pároco faça tudo o que deseja e o que deveria. Nossas forças, lembrou, são limitadas. Falou em escolher prioridades: Eucaristia, Anúncio da Palavra (do diálogo pessoal até a homilia) e a Caritas. Tudo permeado com a oração. Terminou falando dos limites. É importante reconhece-los e ter a coragem de descansar!

A segunda pergunta veio da África e apontava para a confusão de certas teologias de hoje. O Papa adentrou! Falou com tristeza desse pensamento não-católico dentro da Igreja. Que não é orientação; mas desorientação. Lembrou São Boaventura que falava de duas maneiras de fazer teologia: Uma é a teologia da arrogância, onde Deus vira objeto; outra é a teologia do amor, onde se estuda para conhecer e amar o Amado. O último critério, disse com autoridade, não pode ser a visão moderna do mundo. Estas teologias são ridículas... Não se submetam a estas hipóteses do momento. São os santos que nos devem orientar! Tenham confiança no Magistério!

Terminou falando sobre a importância da formação teológica dos seminaristas e do Catecismo como o critério de uma teologia aceitável.

A terceira pergunta veio da Europa e foi sobre o Celibato. Na resposta o Papa lembrou do celibato como sinal profético da vida futura. O celibato, disse ele, nos projeta para o futuro. E o grande problema de hoje, é que os homens não pensam mais no futuro de Deus, mas no hoje do mundo. O celibato abre a porta para esta reflexão! Aqui é preciso de fé! Uma fé que coloca toda sua existência em Deus! O “escândalo da nossa fé”, continuou, como resposta a estes escândalos secundários.

A quarta pergunta veio da Ásia e foi em relação a Eucaristia e o clericalismo.

O Papa rebateu o pensamento incorreto de ver a celebração eucarística como fechamento ao mundo, o que contradiz a origem mesma do mistério. Citou Agostinho (Cidade de Deus, 10), e falou da Eucaristia como escola de libertação do seu próprio eu, escola de vida na sua originalidade e finalmente como remédio contra o clericalismo.

A última pergunta veio da Ásia e foi sobre a escassez das vocações. O Papa começou lembrando uma passagem do Antigo Testamento, quando Saul não espera Samuel e oferece a Deus o sacrifício sacerdotal não sendo profeta. O Papa partindo dali, falava que não podemos reduzir sacerdócio a uma profissão e buscarmos nos artifícios humanos para o problemas das vocações. A resposta virá pela Oração, afirmou o Pontífice! Terminou falando ainda de três pontos (e foi aplaudido no primeiro): O nosso próprio testemunho, A confiança na Oração e a Audácia de falar com os jovens.

Espontâneamente, terminou este momento, agradecendo aos seminaristas e aos sacerdotes mais jovens.

Seguiu-se a Exposição do Santíssimo Sacramento, um silencio profundo (e o Papa ajoelhado!), e a benção final.


Sexta-feira, 11 de Junho, Solenidade do Coração de Jesus


Foi a maior concelebração do mundo católico até esta data!

3 coisas foram marcantes na Liturgia que contava com os 15 mil presbíteros:

  • O rito de purificação;

  • A renovação das promessas sacerdotais;

  • A consagração de todos os sacerdotes a Nossa Senhora

    Era uma homilia muito esperada. Foi mais longa do que o comum. Rica e transparente. Fez uma verdadeira exegese do Salmo do Bom Pastor 22 (23). O orante, disse ele, acolhe a revelação de Deus como pastor e a toma como orientação para toda a sua vida. Falou do uso do bastão na Igreja como serviço de amor.

Falando do sacerdócio afirmou que o sacerdote é o homem que cuida dos homens. Ele faz o que nenhum homem pode fazer. Deus se serve de um homem...Que audácia de Deus! Esta audácia de Deus é verdadeiramente grande, e se esconde por detrás de uma palavra: Sacerdote!

Surpreendeu-nos ao falar da ação do demônio no ano sacerdotal...

Terminou falando de duas palavras bíblicas sobre o Coração de Jesus.

Usando o símbolo da água e consequentemente da fonte, pediu que os sacerdotes sejam estas fontes, que com a água da vida, matem a sede do mundo sedento.

No fim da Santa Missa, ao saudar os sacerdotes em algumas línguas, falou-nos em Português: “Agradeço pelo que sóis e pelo que fazeis. Lembrem-se que nada poderá substituir o sacerdócio. A exemplo do Cura D'Ars, perseverem na amizade com Deus. Sejam as mãos e os lábios de Deus!

Junto ao Sol que acompanhou toda a Santa Missa, naquele grande Cenáculo sacerdotal a céu aberto na Praça de São Pedro, nos acompanhava também uma brisa mansa e suave, sinal do Espírito que sussurrava nos ouvidos sacerdotais: Surpresa! Não acabou...está apenas começando....


Roma, 11 de Junho 2010 a.D

Pe. Dudu

terça-feira, 8 de junho de 2010

Caminhando rumo ao encerramento do Ano Sacerdotal


O coração do Cristianismo começa a receber sacerdotes do mundo inteiro. Não sabemos o que dirá a imprensa mundial. Uma coisa porém é certa: O numero de sacerdotes em Roma, para o encerramento do Ano Sacerdotal, superou as expectativas da Congregação para o Clero: Já se fala de mais de 10 mil sacerdotes inscritos. Verdadeiramente os sacerdotes acolheram o pedido do Santo Padre neste momento tão delicado.

Entre a população há indiferença, me dizia um sacerdote italiano. A mídia continua a explorar os escassos escândalos que lhe dão ibope. O assassinato do Bispo milanense, Dom Luigi Padovose, núncio na Turquia, parece não ter causado impacto nesta Europa descristianizada.. Em geral, também, pouco se falou da visita histórica que o Santo Padre fez a Chipre, pais de rito oriental onde os católicos latinos chegam a 3 %. Tenho a impressão que somente a Praça de São Pedro se alegra em receber tantos sacerdotes tão diferentes, que nela não param de circular. E como não poderia faltar, a presença dos padres brasileiros é satisfatória, como também encontramos os Bispos de Minas que aqui estão para a visita ad limina. Eis o contexto geral do encerramento do Ano Sacerdotal!

A Programação será rica. Os sacerdotes serão divididos em dois grandes grupos linguísticos: Italiano, Alemão e Inglês na Basílica de São Paulo, e Português, Espanhol e Francês na Basílica de São João Latrão. Os dois momentos mais esperados serão na Quinta-Feira a noite, quando o Santo Padre presidirá uma vigília de oração, terminando com a bênção do Santíssimo Sacramento e, finalmente, a Santa Missa de encerramento, que acontecera na Sexta, dia 9. Em ambos os eventos, o Papa convidou também os seminaristas, religiosos e leigos que sentem o desejo de rezar e se sacrificarem pelos sacerdotes.

Esperamos um Pentecostes Sacerdotal que renove entre nós os frutos de santidade.

Unidos!

Pe. Dudu

Roma, 7 de Junho de 2010 a.D

RCC Internacional antecipa o Pentecostes sacerdotal em Roma


Terminou a pouco mais de uma hora, aqui em Roma, a Jornada de Retiro para sacerdotes ligados a RCC promovida pelo ICCRS e pela Fraternidade Católica das Novas Comunidades Carismáticas.

Tudo foi favorável. Roma está lotada de sacerdotes do mundo inteiro que vieram para o encerramento do Ano sacerdotal a pedido do Papa Bento. A RCC, sabiamente conduzida pelo Espírito, na véspera da programação oficial, fez um convite aos sacerdotes que estão ligados ao Movimento. O apelo foi bem respondido. Creio que éramos quase 500 sacerdotes. O tema da jornada de retiro foi “O dom do sacerdócio”.

Além de Michelle Moran, presidente do ICCRS e de Matteo Calisi, presidente da Frater Internacional, o evento contou com o testemunho de dois sacerdotes pioneiros: Pe. Tom Forrest e Pe. Kevin. Além da maternidade espiritual e a profecia da Ir. Briege, que não poderia faltar...

Dom Grech, Bispo da Austrália também nos falou sobre o tema. Fomos ainda agraciados com as palavras de Dom Mauro Piacenza, Secretário da Congregação do Clero.

Foi um verdadeiro Pentecostes sacerdotal! Todos nos recordaram do grande poder dado por Cristo a nós. Falou-se no carisma de cura e da autoridade que temos de expulsar o mal, como continuação da missão de Cristo pelos sacerdotes. Dom Mauro frisava que estávamos vivendo uma convocação do Espírito e foi corajoso ao dizer que, se nós não assumirmos, pelo carisma do Espírito, o dom da caridade pastoral, de guia de nossas comunidades, o diabo começará a guiá-las...Terminou orando: Espírito Santo, renova o Dom do sacerdócio do Filho em todos os sacerdotes aqui presentes!

A um certo momento, orando por Batismo no Espírito, Ir. Briege pedia: “Uma nova graça de santidade”. Eis aqui o ponto forte deste encontro histórico de hoje: Um grito do Espírito a nós, acordando-nos e convencendo-nos que é possível ser padre hoje e é possível (e necessário) ser santo!

Conversei com vários padres, e fiquei muito feliz, em saber que todos concordam que o Movimento Carismático continua a ser uma fonte de espiritualidade segura e renovadora para nosso ministério sacerdotal.

Ao Espírito que deseja um Pentecostes sacerdotal que renove a face da terra, toda Honra e Glória!

Roma, 8 de Junho

Pe. Dudu